O livro de Isabel Allende

Acabei de ler “O vento sabe meu nome”. Não vou me preocupar em dizer se gostei ou não, mas com certeza causa um certo impacto. Denuncia o horror das perseguições aos imigrantes ilegais e as “tragédias” humanas vividas por eles. São pessoas como todos nós, mas pela tentativa de buscar o paraíso (EEUU) são desumanizados, tiram-lhe a condição de pessoas. Estamos diante disso no mundo inteiro. Um resumo da trama: Samuel Adler, menino judeu, separado dos pais mortos pelo holocausto e mandado sozinho para a Inglaterra para sobreviver e Anita uma menina de El Salvador pega tentando atravessar a fronteira e separada da mãe pelo governo americano. Ouvi Maria Rita Kehl em um video diferenciar vivência de experiência. A última acontece porque a primeira é narrada, falada, e por isso, simbolizada. Isabel Allende faz isso, pois conta as vivências de ambos, que se tornem experiências desoladoras. Anita sobrevive psiquicamente graças a uma escapada para o mundo da fantasia, irmã morta e sua boneca, que “viviam” com ela e a sustentavam. Apresenta Selena, personagem de importância e que se destaca e encanta a todos por ser verdadeira. A autora termina o livro de uma forma interessante, sendo que o tom novelístico é suportável e em clima de reparação.

Nova Lima 02/03/2024

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